Como sempre muito bem recebido, como só a Motomil sabe.
Deu igualmente para colocar a prosa em dia com aqueles amigos que não encontramos todos os dias.
Aproveitei tb para realizar o test drive à C 400GT que é uma classe de motociclo que estou particularmente atento, fruto das minhas deslocações diárias para o escritório realizadas maioritariamente de scooter, no caso uma Yamaha TMAX.
Dito isto, partilho convosco as minhas impressões deste novo modelo da “nossa” marca.
Trata-se de uma scooter de média cilindrada que, em minha opinião, do ponto de vista estético subiu muitos pontos em relação à C 400X, estamos na presença de uma moto muito bonita.
No que concerne aos acabamentos está ao nível dos outros modelos C, não apresenta falhas nas junções dos plásticos, total ausência ruídos parasitas, ou outras falhas dignas de registo.
De salientar apenas ausência de regulação nas manetes.
Tal como o modelo X, esta possui um ecrã TFT muito bem integrado e com imensa informação, que se encontra armazenada em pastas e é de muito fácil consulta através do joystick colocado no punho esquerdo.
Ainda antes de arrancar verifiquei igualmente que está disponível com os add- on´s que todos nós gostamos, leia-se, punhos aquecidos, banco aquecido (apenas para condutor), computador de bordo, Keyless, etc.
Suponho que muitos destes sejam extras.
O que menos positivo me pareceu foi o espaço debaixo do banco, é reduzido, o que é um issue neste segmento de motos.
Segundo a marca alberga 2 capacetes, um integral e um Jet. O integral através do accionamento do Flex Case e o Jet á fte, mas honestamente parece-me ambicioso, e pareceu-me também que os engenheiros da BMW teriam conseguido fazer melhor se tivessem olhado para este ponto com outros olhos.
Quando chegou a altura de colocar a máquina em marcha, foi quando surgiu a maior surpresa.
É que a C 400GT anda mesmo muito bem, não só o motor é muito solícito ao ímpetos do punho direito como igualmente nos brinda com arranques quase canhão. Well done BMW!
Ao nível da protecção aerodinâmica também não merece críticas nem qualquer reparo.
Quanto à ciclística, não sendo uma crítica porque está alinhada com a concorrência, e é transversal a todas as máquinas deste segmento, o pisar da estada é um pouco firme.
Nunca chega a ser desconfortável, mas não tem o mesmo nível das irmãs maiores, obviamente.
Em resumo, estamos na presença de um produto tipicamente BMW, na medida em que nos mima com todos os predicados dos modelos de cilindradas superiores.
Aos interessados neste tipo de motos sugiro um test ride, porque vão gostar.
Em relação á F 850 GS Adventure, deixo-vos a minha opinião noutra altura pq a prosa já vai longa, remato apenas dizendo que a de cor azul é lindíssima.


