Respondendo ao repto lançado, venho dar uma achega que acho deliciosa, à história dos Lowg Ways (round e down) que foram um mega sucesso para a BMW e não estavam planeados poder sequer acontecer ...amandio Escreveu:Caros amigos,
Este pode ser também um trabalho de conjunto.
Se alguém tiver alguma informação que queira contribuir ou rectificar esteja à vontade.![]()
Por outro lado, informações ou links que achem interessantes e/ou que possam contribuir para melhorar e completar este artigo estejam à vontade para me enviar. Por MP, por exemplo.
Obrigado!
O Ewan (menos experiente dos dois) sempre teve preferência pelas BMW e consciência de que seriam de longe as melhores para a façanha a que se propunham (na altura o Long Way Round).
O Charley (mais experimentado, bastante até) tinha provavelmente a mesma consciência que o Ewan, mas lá no fundo a KTM era mesmo o que queria e com a "condescendência" do amigo lá ficou decidido que eram estas últimas a escolha para o "projeto" (sim, com escritório base e tudo para o efeito).
Pois eis que à última hora, a KTM depois de ter aceite ceder as 2 máquinas, desconfiada, quis saber mais detalhes do projeto e quando viram que a coisa ia de difícil a impossível, passando por nunca feita, decidiu cancelar tudo e lá ficaram os rapazes apeados a poucos dias de partir.
A BMW, não sei se confiante, audaz ou com espírito de aventura (talvez uma combinação de tudo), organizou quase de um dia para o outro, não só 3 motos (um dos camera men também foi de moto), como sessões de treino e habituação antes da partida.
O Charley acabou por dar razão ao Ewan durante a viagem e no Long Way Down nunca foi colocada a questão da marca das motos.
As GSs carregadas até ao “teto”, iam fazendo o Charlie cair ainda parado, mesmo antes da partida, o que seria irrelevante comparado com os sucessivos malhos, trambolhetas, trambolhões e um sem fim de maus tratos que aconteceram na viagem.
As motas estavam longe de impecáveis quando chegaram ao Canadá, e a do camera men não resistiu (o processo de soldar o quadro partido numa cidade no meio do nada veio a danificar os travões de uma forma que não era possível reparar por lá), mas acredito que nenhuma outra marca teria conseguido ir tão longe (tipo mesmo até ao fim, NY)… e não foi.
Não sei quem tomou a decisão na KTM, mas eu não queria estar na pele do coitado!

