Teste à R 1200 RT 2017

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Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por JoseMorgado » 15 dez 2016 21:08

Teste à R 1200 RT, versão 2017

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Com o objectivo de testar as modificações que a BMW fez à R 1200 RT, presentes na versão 2017 e, aproveitando a disponibilidade e simpatia da Motomil, fiz, com este novo modelo, um pequeno passeio à Serra da Estrela, que pode ser visto Aqui, que serviu de Teste Drive.

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Como todos os que me conhecem sabem, este é o modelo da BMW que prefiro.

Foi assim, com muita satisfação, que peguei numa RT, versão 2017, com pouco mais do que 3.000 km e fui almoçar às Penhas da Saúde.

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A versão 2017, que está disponível desde Agosto de 2016, responde às novas exigências antipoluição, EURO4, que entram em vigor no próximo dia 1 de Janeiro.

Para que as normas EURO4 sejam cumpridas, foram feitas modificações ao nível da gestão electrónica da carburação, com alterações no catalisador e escape, assim como na regulação da injecção.

Também foi contemplada, a presença obrigatória de um avisador luminoso, "OBD", no painel de instrumentos, com a função de indicar o mau funcionamento de algum daqueles componentes.

É um pouco redundante, pois o computador de bordo da RT, já antes indicava qualquer mau funcionamento destes órgãos.

Mas a lei obriga, e o avisador lá está.

As luzes diurnas, obrigatórias pelo EURO4, mas ilegais em Portugal, também estão presentes.

Igualmente obrigatória, é a presença de uma tomada de diagnóstico de 16 pins normalizada, com acesso incondicional aos "erros" "OBD" registados, com protocolos e códigos de "erros" normalizados. Enfim...

Diga-se de passagem, que as novas normas EURO4 provocaram nestes motores, ente outras "coisas", uma ligeira diminuição dos valores de binário disponível a baixas rotações, provocando, em situações normais de utilização, um ligeiro aumento do consumo de combustível.

Resultado contrário, ao objectivo das novas normas.

Este ligeiro aumento de consumo, não é sentido nas condições dos testes normalizados, e assim, a lei é cumprida.

Aproveitando tudo isto, a BMW fez algumas alterações na caixa de velocidades, embraiagem e transmissão, bem mais importantes.

Passou a existir um amortecedor de vibração no eixo de saída da transmissão.

Foram revistos o selector do actuador do tambor da embraiagem, assim como os eixos da transmissão e respectivos rolamentos.

A intenção foi tornar a utilização da caixa de velocidades, e embraiagem, mais "dóceis".

Também a nível estético, houve alteração nas cores disponíveis.

Apareceram as novas, Carbon Black metallic e Alpine White.

A RT que experimentei, era a Alpine White.

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Manteve-se a Platinum Bronze metallic.

Foram descontinuadas as, Ebony metallic e San Marino Blue metallic.


Assim, aqui ficam as minhas impressões sobre a novíssima R 1200 RT.

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A nível estéctico tudo se manteve na mesma e, apesar dos ditados populares, "os gostos não se discutem" e "em equipa que ganha, não se mexe", penso que a BMW já deveria ter feito alguma actualização nesta área, como tem acontecido, aliás, com todos os outros modelos da marca.

A maior crítica, muito pessoal, e portanto, sem qualquer valor objectivo, para além do meu "gosto", é a falta de aprumo no design da parte dianteira inferior, na zona do motor.

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Muito ao estilo GS, "com tudo à vista", o que só acontece naquela zona, "parece" que está a faltar ali qualquer coisa.

"Parece" também que a carenagem, que envolve o depósito e os radiadores, está "pendurada", na parte superior da mota, sem uma sequência lógica, na parte inferior.

Opiniões.

Igualmente, o sub-quadro traseiro, todo à vista e em grande destaque, mais uma vez ao estilo GS.

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E ainda que, com a colocação das "tampas", que escondem a suspensão traseira e impedem que a sujidade da estrada, lançada pela roda traseira, chegue às pernas do condutor e acompanhante, como acontece nas GS's, minimize a situação, isto não condiz, com o excelente design e estilo cuidado, dos restantes componentes da mota.

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A RT já merecia um pouco mais de evolução no design.

Depois destas criticas, tudo o resto, quer no design, quer na construção, quer na montagem, quer na protecção que a RT oferece, é de muito boa qualidade.

O painel de instrumentação é muito atractivo e funcional.

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Quando ligado, permite uma fácil leitura, em qualquer situação de luminosidade, das muitas informações disponibilizadas pelo computador de bordo.

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Para uma melhor leitura, a zona que integra o velocímetro e o conta-rotações, pode ser deslocada, para cima e para baixo, em função da altura e gosto do condutor.

Na parte central desta zona, pode não aparecer nada, podem aparecer as letras "RT" e pode aparecer a velocidade instantânea, em formato digital.

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Explorando os menus, podem aparecer todas estas informações e configurações.

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Que permitem também a leitura, da tensão da bateria, pressão dos pneus, nível do óleo, vários cronómetros, temperatura exterior, consumo instantâneo, consumo médio, velocidade média, etc..

Esta RT tinha aqui uma falha, que é, facilmente ultrapassável, com a montagem de um dos extras disponíveis.

Não contemplava qualquer sistema de segurança na fixação do GPS, que impedisse, por exemplo, a sua retirada por mãos não "autorizadas".

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Quando o GPS não está colocado, está disponível esta tampa, para protecção dos contactos eléctricos.

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O punho esquerdo tem os comandos típicos actuais.

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Os piscas e a Buzina.

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As luzes.

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Mas também os comandos, das luzes de emergência, das luzes diurnas, do cruise control, do acesso aos menus do computador de bordo e da posição do vidro frontal.

O cruise control, um extra montado nesta RT, desde há muito disponível em todas as RT's, mas recém chegado também às GS(A)'s, é uma ferramenta indispensável para o conforto do condutor nas grandes viagens.

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As luzes diurnas, obrigatórias com as normas EURO4, de led's, e que podem ser configuradas para, automaticamente, ligarem quando a luminosidade exterior é mais elevada.

Servem assim, como alternativa aos médios, para com um consumo de energia menor e para darem mais visibilidade à mota, perante os outros condutores, durante o dia.

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No entanto, como o sistema Can Bus da RT, não permite a coexistência dos médios e de das luzes diurnas, estas não podem ser usadas em Portugal, sendo portanto, um extra inútil, apesar de obrigatório.

A nossa legislação obriga as motas a circularem, sempre, com pelo menos um médio ligado.

No punho esquerdo está também a útil rodela, "Multi-Controller" que, para além de rodar, permite que seja pressionada, para a esquerda e para a direita, seleccionando e navegando, os menus e sub-menus do computador de bordo, ESA, modos de condução, punhos e banco do condutor aquecidos, rádio, GPS, etc..

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Tudo isto parece muito confuso, mas a utilização destes comandos, é muito fácil e ergonómica.

A única dificuldade poderá ser sentida no comando dos piscas porque, como tem a rodela “Multi-Controller” pelo meio, deixa o polegar do condutor um pouco longe do botão.

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O punho direito é mais simples.

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Apresenta os comandos do arranque e corte de emergência do motor, dos modos de condução, Rain, Road e Dyna, sendo que este último é um extra.

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Também está presente, a tranca central de todas a fechaduras, mais um extra, que comanda, as malas laterais e top case, o tampão de gasolina.

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E os dois compartimentos estanques, situados por cima do depósito, na parte dianteira, em ambos os lados,

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O da direita, tem cabos de ligação ao sistema de som da mota, com porta USB e Jack.

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Esta tranca centralizada, também pode ser activada e desactivada, com o comando da chave, um extra.

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Que, no caso desta RT, como era "Keyless Ride", mais um extra, só tinha que estar perto da mota para permitir tudo isto.

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Em ambas as manetes, é possível a regulação da distância, destas aos punhos.

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Para ligar gadgets, ou para a manutenção da carga da bateria, existem duas tomadas de corrente DIN.

Uma do lado direito do depósito.

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E outra, extra, na traseira, do lado esquerdo.

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O rádio, mais um equipamento extra, tem uma antena proeminente.

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Sendo activado, configurado e comandado, por alguns botões posicionados no lado esquerdo do depósito de combustível e pela rodela "Multi-Controller".

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A posição de condução, como é característico de todas as RT's, é muito relaxada, com as costas direitas.

O banco está dividido em dois níveis, sendo o do condutor passível de ser escolhido entre três hipóteses, Série, Alto e Baixo.

Todos eles permitem a sua regulável individual em altura, com duas posições possíveis.

Este, está moldado de maneira a permitir, que as pernas do condutor se encaixem confortavelmente, mas também, para quando este está parado, os pés consigam chegar facilmente ao chão.

O do passageiro, é muito largo, garantindo uma boa distribuição do peso do corpo no mesmo.

Ambos são bem almofadados e muito confortáveis, sendo forrados por uma "napa", antiderrapante.

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Nesta RT, eram ambos aquecidos, equipamento extra, sendo o do condutor comandado pelo computador de bordo e o do passageiro, autonomamente, por um botão próprio.

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Os espelhos retrovisores estão bem posicionados e garantem uma boa visibilidade para tudo o que se passa, de cada um dos lados, da traseira da mota.

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A iluminação, não sendo excelente, esta RT tinha faróis normais de halogénio mas, com os seus dois médios.

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E o máximo central, cumpre a sua função.

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Para as viagens mais longas, tem duas malas laterais, com grande capacidade e fácil manuseamento.

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Tem também uma top case, equipamento extra, ainda maior, com capacidade para dois capacetes integrais e encosto para o passageiro.

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No seu interior, vem equipada com uma luz automática, mais um equipamento extra.

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E com um luxuoso, mas útil, tapete interior, também extra.

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Este esconde um sistema de destravamento, simples de accionar.

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No entanto, como a top case tem ligação eléctrica, para ser retirada da mota, é necessário, primeiro, proceder à desconexão do cabo da ficha de ligação, que se encontra debaixo do banco do passageiro.

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Para abrir o tampão da gasolina, a ignição da RT tem de estar desligada e a fechadura central desarmada.

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A aerodinâmica desta mota é bastante cuidada.

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Com algumas partes da carenagem transparentes, para assim darem, mais "leveza" ao conjunto.

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Tudo isto garante, como eu tive ocasião de experimentar, viagens bem protegidas dos "elementos" exteriores, sem turbulências.

O vidro frontal, que regressa sempre à posição de descanso, quando a ignição é desligada, é regulado electricamente, ao gosto do condutor, em função das condições climatéricas e da velocidade, garantindo, em qualquer situação, uma excelente protecção aerodinâmica, que é também extensível ao passageiro.

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Para além da aerodinâmica, e ao contrário do que acontece com as GS's, a carenagem também serve para proteger e dissimular os radiadores e ventoinha, que só a muito custo se conseguem descortinar, ficando assim protegidos dos "maus" tratos vindos da estrada.

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Para protecção, estavam também montadas as protecções das tampas das cabeças dos cilindros, equipamento extra, com um design muito discreto, bem integradas na imagem da mota.

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Quando se olha para a RT de 2017, para além dos reflectores colocados nas jarras da suspensão dianteira.

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E das cores, não se conseguem descobrir diferenças para as RT's dos anos anteriores.

RT de 2014.

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RT de 2015.

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Mas, como nas anteriores, a sensação que se tem é que estamos na presença de uma mota "grande".

Esta "grandiosidade", talvez seja o resultado da agressividade e do tamanho da carenagem frontal.

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Quando nos sentamos, notamos logo que o banco é confortável e que está desenhado para que facilmente os pés cheguem ao chão.

Quando os pés não estão no chão, estão apoiados nuns confortáveis, "poisa pés", com uns úteis avisadores.

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O guiador, tem o tamanho e o posicionamento, para que a postura do condutor seja direita e descontraída, sendo a visão, de todo o painel interior da carenagem, muito atraente e legível.

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Os comandos estão bem posicionados, e só o interruptor dos piscas, com a rodela "Multi-Controller" pelo meio, é que está um pouco longe do polegar esquerdo do condutor.

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A falta que fazem, os comandos antigos dos piscas, específicos da BMW.

Antes de arrancar, podemos sempre controlar o nível do óleo, observando o útil visor que está no cárter.

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O motor, é o mais recente R 1200 boxer, arrefecido a ar/liquido, em tudo idêntico ao dos restantes modelos, R-LC, da BMW.

Neste, o arrefecimento dos cilindros é assegurado pela passagem do ar nas alhetas e o arrefecimento das cabeças, pela circulação do líquido de arrefecimento.

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Tem duas árvores de cames à cabeça e um veio de equilíbrio.

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A acção deste veio de equilíbrio, mais o facto de o conjunto da embraiagem rodar em sentido contrário ao do volante do motor, faz com que, quando se acelera, não se sinta a mota a inclinar-se lateralmente, sendo assim anulada, a reacção ao momento de inercia, da cambota e do volante do motor, tão característica dos motores boxer mais antigos.

Tem 1.170 c.c., 125 cv e 125 Nm.

Logo que se põe o motor em funcionamento, de imediato se houve o roncar grave do escape, que tem, cobertura do silenciador cromada, mais um "bonito" extra.

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Quando se engrena a 1ª velocidade, e apesar das modificações feitas pela BMW, continua a sentir-se o famoso "coice", para a frente, na transmissão.

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Pode não ser tão violento, mas sente-se.

A embraiagem, com comando hidráulico, é muito suave e permite arranques, sempre ao gosto do condutor, desde os muito rápidos, aos muitos suaves, sem qualquer problema.

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Quando nos pomos em movimento, é com muito prazer que logo constatamos uma das grandes qualidades das motas equipadas com motores boxer.

A enorme maneabilidade natural, em todo o tipo de manobras, e desde as mais baixas velocidades, resultado do muito baixo centro de gravidade do conjunto.

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Imediatamente, nos esquecemos do tamanho e peso da RT.

A RT que eu experimentei, estava equipada com o "Assistente na passagem de caixa Pro", "Quick Shift", um extra que, não tirando o carisma das mudanças manuais de relação de caixa, dispensa a utilização da embraiagem, em todas as passagens de caixa, desde que a mota não esteja parada.

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Neste passeio, notei alguma brusquidão nas passagens ascendentes, a baixa rotação.

Em todas as outas situações e quando a passagem de caixa ascendente se dava a regimes de motor, superiores ou iguais às 3.000 r.p.m., tudo funcionava na perfeição.

Já conduzi outros modelos da BMW, com este motor, e equipados com este sistema, e nunca tinha sentido esta reacção na caixa de velocidades.

Pode ser só uma questão de juventude, ou falta de afinação, da mota que experimentei.

É no entanto um extra que proporciona, muita satisfação e prazer na condução, pois liberta-nos do uso da embraiagem, que só passa a ser necessária, em situações de arranque e paragem da mota.

Claro, que podemos sempre utilizá-la da forma tradicional, mas depois de se experimentar este sistema, rapidamente nos esquecemos da embraiagem.

Também em termos de segurança e estabilidade, por exemplo, na aproximação a uma curva fechada, que necessite de uma ou mais reduções, toda a manobra é muito mais fluida e segura, para além de também mais rápida, pois não implica o desacelerar, accionar a embraiagem, dar toques de acelerador e largar a embraiagem, com os necessários movimentos do condutor e as inerentes alterações do equilíbrio dinâmico da mota.

Tudo acontece, suavemente, com grande naturalidade.

Nos arranques e acelerações, principalmente se forem rápidos, também tudo é muito rápido e suave.

Recomendo vivamente.

Aqui surge outro dos muitos extras presentes nesta RT e que, igualmente, proporciona uma enorme satisfação na condução.

O modo de condução "DYNA" que, para além dos base, "Rain" e Road", fazia parte do pacote de extras.

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Experimentei todos, mesmo à chuva, e penso que, só muito raramente, utilizaria outro.

No modo "Rain", o motor fica mais "mole", respondendo, muito suavemente, aos movimentos do punho direito.

No modo "Road", a reacção é mais directa e portanto mais agradável.

No modo "DYNA", o motor reage de forma muito viva, parecendo mesmo que tem muito mais binário.

O motor parece que fica com uma "alma" nova, muito mais agradável e redondo, conseguindo rodar, em relações de caixa altas, a mais baixa rotação.

Em condução descontraída, não é necessário trocar tantas vezes de relação de caixa.

Mesmo com piso molhado, se não forem utilizados movimentos bruscos no acelerador, a condução é muito suave e cheia de binário.

Foi assim, com um grande sorriso nos lábios, que dei por mim a acelerar, de forma muito convicta, uma mota que "parece", grande e pesada, como se fosse, quase, uma desportiva.

O impulso para diante é impressionante e o som, que sai do escape, é no mínimo viciante.

Quando é necessário curvar, mesmo a velocidades elevadas, a RT insere-se na trajectória, quase por telepatia, sendo muito intuitiva nas possíveis correcções a fazer.

Tudo é muito natural, sem ter que pensar em manobras sofisticadas e contra-natura, para corrigir reacções adversas da mota, pois estas nunca existem.

Tudo é muito rápido, fluido e descontraído, com muita segurança e conforto, permitindo fazer grandes tiradas, mesmo às "curvas", sem qualquer cansaço.

É sempre, um prazer enorme, fazer km's com esta RT.

Outro dos extras, também importante, que felizmente também estava montado, era o ESA Dynamique.

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Permite, duas operações.

Só com a mota parada, e electronicamente, alterar a pré-carga da suspensão, com as opções, "Condutor", "Condutor+Carga" e "Condutor+Passageiro", visíveis no "bonequinho" do lado direito do painel, mantendo assim a altura ao solo da mota, independente, do peso transportado.

Com a mota parada, ou também em andamento, o amortecimento da suspensão também pode ser electronicamente alterado, com as opções, "Soft", "Normal" e "Hard", em função do tipo de piso que se percorra.

Estas funcionalidades, são mais uma vez de extrema importância, pois permitem, a qualquer momento, e sempre que a qualidade do piso ou o ritmo de viagem se alterem, e sem qualquer esforço ou perda de tempo, encontrar o desempenho ideal da suspensão. Pena que seja, também, mais um extra.

Nos quilómetros que fiz, em cidades como Lisboa, cheia de obras, buracos, carris de eléctricos, empedrados e outros tipos de desníveis e irregularidades, a melhor opção que encontrei foi a "Soft". Consegue-se assim, a velocidades baixas, passar por cima tudo, sem grandes danos na nossa coluna.

Quando comecei a utilizar as grandes avenidas e vias rápidas, e a velocidade aumentou, a melhor opção que encontrei foi a "Normal", para assim não haver grandes oscilações na suspensão.

Quando circulei em estradas nacionais, a velocidade moderada, foi também esta, a melhor opção que encontrei.

Quando andei em auto-estradas, a velocidades muito mais elevadas, para que não existissem oscilações sensíveis, em parte também criadas pela presença de uma top-case de grandes dimensões, tive que utilizar a opção "Hard" e assim manter a estabilidade. Esta opção, apesar de ser muito mais seca que as anteriores, nunca se comportou como desconfortável, mesmo em estradas nacionais, desde que o piso não estivesse degradado.

Todas estas mudanças, são muito fáceis de implementar, utilizando para isso a rodela "Multi-Controller", no punho esquerdo e, depois disso, muito rápidas a ficarem disponíveis.

É assim possível, muito rapidamente, acompanhando as alterações do piso ou da condução, modificar as características de amortecimento da suspensão.

No passeio que fiz, andei por vezes com situações climatéricas bastante adversas.

Foi um fim-de-semana com muita chuva, vento e bastante frio.

Para temperaturas abaixo dos 3 graus, aparece o símbolo de gelo, no painel de instrumentos.

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Pude assim testar, devidamente, a protecção aerodinâmica da RT, e mais dois dos extras disponíveis, muito úteis nesta altura do ano.

O aquecimento dos punhos.

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E o aquecimento dos bancos.

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Devidamente assinalados no painel de instrumentos.

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Desde que estivesse em movimento, e com um posicionamento correcto do vidro frontal, pouca chuva, vento ou frio, apanhei.

Os pés, as pernas e o tronco, encaixam muito bem no excepcional desenho ergonómico da RT, ficando muito bem protegidos e, mesmo nas mãos, capacete e ombros, a protecção é muito eficaz.

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Como não fui sozinho, iam comigo, entre outras, uma R1200 GSA-LC deste ano e uma K1600 GTL Exclusive, pude verificar a incomparável excelência do conforto e protecção da RT.

Muito superior ao que a GSA proporciona, que expõe muitas das partes do corpo às intempéries.

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Mas ao mesmo nível da que conseguimos na Exclusive.

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Com estas condições fiz, num só dia, mais de 650 km, sempre com muito prazer e sempre com grande conforto e segurança.

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Para isto, também muito contribuíram os excelentes travões Brembo, com ABS Integral, na dianteira com dois discos flutuantes de 320 mm e pinças radiais de quatro êmbolos e na traseira, com disco simples de 276 mm e pinça flutuante de dois êmbolos.

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Demonstraram ser muito potentes, quando necessário, mas também muito doseáveis, em situações de pouca aderência e em estradas retorcidas, com grandes declives.

Estava também montado o extra, controlo de arranque em subidas, "Hill Start”, que permite, nas subidas, após uma pressão forte na manete de travão, largá-la, ficando a mota autonomamente travada, até que se inicie o arranque. Muito útil nas subidas, ingremes, com a mota carregada.

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Os pneus, Michelin Pilot Road 4, montados nas belíssimas jantes de 17', demonstraram, mais uma vez, porque são considerados a melhor opção para chuva, nesta categoria de motas.

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Apesar disso, também provaram a grande versatilidade que têm, pois mostraram grande maneabilidade, em seco, nas estradas muito retorcidas por onde andei e uma grande estabilidade direccional, nas vias rápidas e auto-estradas, percorridas a grande velocidade.

Esta é também, uma das grandes qualidades desta RT, a polivalência.

Tem grande manobralidade na cidade, a qualquer velocidade.

Grande maneabilidade nas estradas secundárias, mesmo que muito retorcidas.

Grande desenvoltura e muita segurança, nas vias rápidas e IP's, com acelerações fulgurantes e curvas largas, sempre feitas a grande velocidade.

Grande estabilidade direccional nas AE's, que aliada, à excelente protecção aerodinâmica, permite, sem qualquer esforço, "devorar" km's, a ritmos muito elevados, de forma descontraída, confortável e segura.

Para tudo isto, são determinantes, as excelentes suspensões activas, ESA Dynamique, mais um extra.

Em conjugação, na dianteira, com o "inovador" sistema Telelever, com amortecedor central e bainhas de 32 mm, utilizado, com as necessárias evoluções, desde há cerca de 25 anos na BMW.

Permite, travagens muito fortes, mesmo em curva, sem interferência na direcção, sem o afundamento da suspensão dianteira e sem a consequente alteração da geometria da mota e do seu equilíbrio dinâmico.

Na traseira, o monobraço em alumínio fundido, com Paralever, amortecimento dependente do curso, afinação hidráulica contínua da pré-carga da mola e afinação da expansão e compressão, mantêm a roda sempre colada ao chão.

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Estas suspensões, apesar das inerentes limitações, ao nível do curso disponível, permitem, sem grandes dificuldades, que a RT faça incursões em terrenos mais "agrestes", como caminhos e estradões de terra batida.

A nível de consumos, durante o fim-de-semana em que usei a RT, com percursos em cidade, estradas nacionais, de montanha e planas, IP’s e AE’s, onde os ritmos nem sempre foram muito calmos, com alguns abusos, gastei uma média de 5,7 l/100 km.

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A autonomia, com esta média de consumo, e não gastando a totalidade dos 25 l que compõem a capacidade máxima do depósito, andará pelos 380/400 km, entre abastecimentos.

Concluindo.

Na minha opinião, a BMW, R 1200 RT, continua a ser a melhor oferta na categoria de mota turística, aliando todas as qualidades acima descritas, com a inovação tecnológica, baixo consumo de combustível e, tudo isto, com um peso bastante comedido.

É a mota ideal para fazer grandes viagens, de forma rápida, descontraída e segura, qualquer que seja o tipo de estrada e quaisquer que sejam as condições climatéricas.

Apesar de ser uma estradista, permite fazer incursões, em percursos de terra batida, tipo estradões, sem qualquer problema.

É económica nos consumos e tem boa capacidade de carga.

Pena, a imagem já um pouco desactualizada.

Nota:
A RT que experimentei, tinha montados, praticamente, todos os extras disponíveis no catálogo da BMW, sendo uma das excepções, os "Faróis adicionais Led".

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Estava assim, bastante longe do modelo base, quer ao nível do desempenho e segurança, quer ao nível do conforto.

Para além de todos estes extras, muito do meu agrado, se esta RT fosse minha, teria de certeza montado mais um.
A protecção de cárter da GS que, como é aparafusada no próprio cárter, e estes são iguais em ambos os modelos, facilmente se instala na RT.

Ficava assim devidamente protegida, para as incursões que costumo fazer, em percursos de terra batida e passagens de ribeiras a vau, do Lés-a-Lés!!

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Após um fim-de-semana, muito divertido, na 2ª feira, lá estava a espectacular, R 1200 RT, a ser entregue à porta da Motomil.

Muito obrigado ao Grupo Mil, pela colaboração com o BMW MC Portugal, em mais esta iniciativa!
José Morgado
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Re: Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por josecunha » 16 dez 2016 12:07

Boa explicação das características da mota. Muito bom :!:

Eu tenho uma RT de 2010 ainda sem líquido de arrefecimento da qual não digo mal.

Em relação a esta... também não gosto da falta de carenagem por baixo e dos ferros da treliça à vista, acho que ficam mal neste modelo, o consumo é consideravelmente superior ao modelo anterior, como exemplo eu faço 4,8 L / 100 Kms se andar um pouco mais depressa, a diferença faz-se notar.

O barulho de funcionamento também não me encanta nada. A top case não tem pega para ser transportada quando se retira da mota, nada amigável.

Contrariamente à generalidade das pessoas eu preferia os piscas à antiga, coisa que a minha RT também já não tem.

Uma nota mais. Acho que a BMW já deveria apresentar uma caixa de velocidades de dupla embraiagem, à imagem do que a Honda já apresentou, quem já a experimentou só diz maravilhas. Neste capítulo a BMW ficou para trás, o que não é habitual.

Por tudo isto e por muito mais a troca não está no meu horizonte.

PS - Zé Morgado, foste à Serra da Estrela com camuflagem, este branco só se enquadra nesta paisagem. :P
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Mensagem por JoseMorgado » 16 dez 2016 13:16

josecunha Escreveu:
Eu tenho uma RT de 2010 ainda sem líquido de arrefecimento da qual não digo mal.

Em relação a esta... também não gosto da falta de carenagem por baixo e dos ferros da treliça à vista, acho que ficam mal neste modelo, o consumo é consideravelmente superior ao modelo anterior, como exemplo eu faço 4,8 L / 100 Kms se andar um pouco mais depressa, a diferença faz-se notar.
Tal e qual.

Também tenho uma RT, semelhante à tua, ainda que mais antiga, e com ela faço muitas viagens longas, acompanhado por um amigo, que tinha uma GS-LC e agora uma GSA-LC.

Em todas as situações de percurso, que são sempre iguais para as duas motas e às mesmas velocidades, a minta RT gasta sempre menos, 1 l a 1,5 l aos 100 km.

Como tu dizes, ao fim de muitos km, a diferença faz-se notar, até pela maior autonomia que a minha permite.
josecunha Escreveu:Contrariamente à generalidade das pessoas eu preferia os piscas à antiga, coisa que a minha RT também já não tem.
Eu também prefiro os antigos, que felizmente, a minha ainda tem!!

Cada vez que ando com estas motas novas, "ajaponezadas", e depois volto à minha, sinto sempre uma melhoria na "qualidade de vida", na utilização dos piscas!!
josecunha Escreveu: Por tudo isto e por muito mais a troca não está no meu horizonte.
"Eu não diria melhor!!"
josecunha Escreveu:PS - Zé Morgado, foste à Serra da Estrela com camuflagem, este branco só se enquadra nesta paisagem. :P
Agora, já entendeste o porquê da escolha da Serra da Estrela, como destino desta viagem!!
José Morgado
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Re: Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por JoseMorgado » 16 dez 2016 13:49

josecunha Escreveu: o consumo é consideravelmente superior ao modelo anterior, como exemplo eu faço 4,8 L / 100 Kms se andar um pouco mais depressa, a diferença faz-se notar.
Quando eu escrevo que esta R1200RT é económica e tem um peso comedido, estou a compará-la com as outras turísticas actuais, como por exemplo, com as K1600.

Relativamente às RT's anteriores, para além dos consumos, a RT actual também perde no peso, pesa cerca de 30 kg a mais que as nossas.

No entanto, relativamente a uma K1600GT, a mais leve das K's, pesa menos 70 kg.
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Re: Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por josecunha » 16 dez 2016 14:32

Há muito tempo que digo que a RT é a melhor mota da BMW, isto não é por eu ter uma mas sim pela experiência depois de ter tido GSA's.
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Re: Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por JoseMorgado » 16 dez 2016 15:27

Ainda mais Apoiado!!
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Re: Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por pedropcoelho » 17 dez 2016 18:58

Ora bolas, perante uma descrição como esta já não sei se consigo dizer que a minha K1600GT é muito melhor do que a 1200RT :D mas pelo menos continuo a achar muito melhor do que a 1200RT de 2008 :wink:
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Re: Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por josecunha » 18 dez 2016 20:38

O que vale é que a melhor mota é mesmo aquela que temos no momento :wink:
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Re: Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por abbocath » 19 dez 2016 22:11

josecunha Escreveu:O que vale é que a melhor mota é mesmo aquela que temos no momento :wink:
É mesmo isso! Porque a nossa mota é que nos faz sorrir e gozar dos kms!

boas curvas
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Re: Teste à R 1200 RT 2017

Mensagem por amandio » 21 dez 2016 09:35

O nosso reporter oficial a fazer mais uma excelente e muito detalhada descrição.

Sou um grande adepto da GS, sem dúvida!
Mas para cá para estas terras mais frescas estou a equacionar arranjar uma RT.
A maior proteção contra os elementos é a maior valia da RT. Especialmente numa terra que chove muito e que a temperatura é um pouco mais fresca que em Portugal!
Amândio de Aveiro
(da Madeira, que já esteve em Oeiras e agora em Oslo)
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