Apresentação - José Carlos Rocha

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amandio
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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por amandio » 31 out 2016 15:06

Da GS para a GSA não é só estética...
Praticamente igual em termos mecânicos, sendo a diferença nas relações de caixa (1ª e 2ª velocidades mais curtas na GSA).
Esteticamente a diferença vai para o depósito de 30 litros que implica alterações formais para albergar este maior depósito.
Há também algumas diferenças ligeiras na suspensão ficando a mota ligeiramente mais alta.
E uma diferença no peso total de 19 kgs.
Amândio de Aveiro
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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por JoseMorgado » 31 out 2016 22:14

Até 1993, os motores Boxer eram todos refrigerados a ar, pelas alhetas do motor, e alguns, os de maior cilindrada, tinham também um radiador auxiliar de óleo, muita vezes montado como extra.

Por exemplo, a minha R90S de 1974, tem um radiador de óleo, que não faz parte do equipamento de série, mas que já vinha montado quando a comprei, e que serve para, nos países mais quentes, tentar obviar ao perigo de gripar o motor quando, por exemplo, se para num semáforo, depois de se ter vindo a acelerar durante algum tempo.

Para obviar esse problema, havia também um extra alternativo, que era um carter maior, com capacidade para mais um litro de óleo, que assim arrefecia melhor as peças do motor.

Em 1993, com a passagem da árvore de cames, da cambota, para as cabeças do motor, e com o aumento das performances, os novos motores R 1100 passaram a ter um radiador de óleo, com termostacto, como forma de dissipar o calor extra.

Com a passagem dos anos, até 2013, os motores Boxer foram evoluído, aparecendo o R 1150, o R 1200, com uma árvore de cames à cabeça e, em 2010, o R 1200, com duas árvores de cames à cabeça.

Foi esta a última versão do motor R 1200, arrefecido a ar/óleo

Esta evolução fez com que este motor resultasse muito equilibrado, potente, "redondo", leve, económico e muito fiável.

Ainda hoje, os modelos "Heritage", R nineT, R nineT Scrambler, etc., continuam a utilizar esta versão do R 1200.

Mais uma vez, pela necessidade de aumentar as performances e cumprir com as normas antipoluição europeias, o motor Boxer teve de evoluir, passou a R 1200 LC, (Liquid Cooled), passando a ser arrefecido, para além de a ar/óleo, mantendo as alhetas nos cilindros e o radiador de óleo, também por líquido de refrigeração, só nas cabeças, contando assim com mais um radiador e ventoinha eléctrica.

Este novo motor, para além desta inovação na refrigeração, viu também alterado o sentido de circulação dos gases, passando da direcçao horizontal, e o sentido, de trás para a frente, para a direcção vertical e o sentido de cima para baixo.

Associada a estas alterações, e também associado ao aumento das performances, a embraiagem foi também totalmente modificada, passando do tradicional mono-disco a seco das Boxer, para a inovadora, mas já antiga nas japonesas e também ja usada nos motores K, F e G da BMW, multidisco a óleo.

Todas estas alterações trouxeram vantagens nas performances, mas também aumentarem o peso e aumentaram o consumo de combustível.

Pela sua juventude, têm também apresentado alguns problemas que, ainda assim, têm vindo a ser corrigidos pela marca.

Um dos exemplos dos problemas que estes motores inicialmente apresentavam era, a grande "brusquidão" da sua caixa de velocidades que, ao engatar a 1ª, o "estalo" na transmissão era tão grande, que muitas vezes o motor se "calava".

Mesmo noutras mudanças de relação de caixa, as reacções eram tão violentas, que causavam muitas queixas dos utilizadores.

Com o passar do tempo, a BMW foi fazendo algumas alterações, que minimizaram estes e outros problemas mas, alguns dos primeiros modelos, continuaram com queixas.

Relativamente às diferenças, entre as GS e GSA's, para além das já apontadas pelo Amândio, as GSA's, pelo maior depósito, apresentam uma muito melhor protecção aerodinâmica das pernas e também, um maior número de "melhoramentos", que são extras nas GS e de série nas GSA's.

Os exemplos mais visíveis, são as belíssimas jantes com raios cruzados, de série nas GSA's e extra nas GS's, assim como os suportes para malas e top case, também de série nas GSA's.
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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por souselo2010 » 01 nov 2016 12:30

Amigo José Morgado.

Essa explicação efetivamente deixa qualquer esclarecido desde os mais entendedores, até aos que tal como eu ainda sou um aprendiz na matéria.

Obrigado pois vou ter esses aspectos em conta na hora de decidir, para já não está a ser facíl pois estava a contar com um valor, mas posto estes factos vou ter que juntar mais uns tostões para comprar algo que me transmita confiança.

Abraço e obrigado

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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por JoseMorgado » 01 nov 2016 12:57

Só mais uma pequena achega.

Por razões de poupança de combustível, e ambientais, foi também em 1993 que os motores Boxer deixaram de ser alimentados por carburadores e passam a ter injecção electrónica de combustível.

Passaram também a ter, como extra, a opção de virem montados com catalisador no escape.

O motor R 1100 foi, na altura, muito revolucionário.
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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por amandio » 01 nov 2016 13:13

Eu também sou grande adepto da última geração GS air cooled (2010-2013).
Apesar do design ser quase o mesmo desde 2004 com pequenas alterações ao longo dos anos e um restyling em 2008.

Mas ainda gosto mais da 1150GS (o pato ganzado, a zarolha)
Motor silencioso, às vezes até demais, suave, possante.
Menos electrónica, apenas injecção. A última geração antes do "drive by wire"
É realmente um mimo de mota, apesar do peso, mesmo ao meu estilo.
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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por amandio » 01 nov 2016 13:19

JoseMorgado Escreveu:Só mais uma pequena achega.

Por razões de poupança de combustível, e ambientais, foi também em 1993 que os motores Boxer deixaram de ser alimentados por carburadores e passam a ter injecção electrónica de combustível.

Passaram também a ter, como extra, a opção de virem montados com catalisador no escape.

O motor R 1100 foi, na altura, muito revolucionário.
A R1100 foi uma mota inteiramente nova, desenhada de raíz, com novo quadro, novo motor, nova suspensão, nova estética.
Um passo muito à frente do que até então a BMW tinha feito.
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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por JoseMorgado » 01 nov 2016 14:47

Pedindo desculpa pela minha "vaidade"!!

E, "puxando a brasa à minha sardinha", pelas estradistas.

Aqui fica a minha R 1100 RS, de 1994, uma das mais bonitas BMW´s de sempre.
JoseMorgado Escreveu:A R1100RS que tive durante 13 anos e 50.000 km. Quando a vendi, ainda estava assim!!

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Tirando as roupagens exteriores, (carenagens e guarda lamas), as jantes e o guiador, tudo o resto era igual à GS, até as malas!!

Mas mais "feio", claro!!!!

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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por abbocath » 02 nov 2016 22:42

Bem vindo ao fórum José Rocha!

É uma decisão que fica para sempre quando se compra uma BMW, seja GS ou não.

Se tem dúvidas entre a GS e a GSA sugiro mesmo que experimente. A diferença não é muita mas há aspectos importantes, já referidos pelo Amândio.

Boas curvas e boa sorte na compra!
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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por amandio » 03 nov 2016 07:59

Sim, é verdade! Nada melhor que ir a um concessionário e pedir para fazer um test drive.
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Re: Apresentação - José Carlos Rocha

Mensagem por paulo.dec.ferreira@gmail.com » 04 nov 2016 18:31

Caro José,

Como pode ver pelas excelentes explicações anteriores, não há dúvida que a BMW sempre foi inovando e melhorando os seus modelos.

O Amândio finalizou com a melhor recomendação possível! Vá experimentar!
Despois de decidir, passa seguramente a ter a melhor das motas.... A Sua BMW!

Boa sorte nos testes e na compra.
Nota: O José Morgado é um livro de sabedoria em relação ao mundo BMW.
Obrigado por mais uma de muitas lições sobre as BMW!

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