2012-06-hpg

 

16 e 17 de Junho

Parque

O concelho de Marvão situa-se na vertente Norte da Serra de S. Mamede, distrito de Portalegre, Alto Alentejo. A Este e a Norte faz fronteira com Espanha. Mais de 15Km desta fronteira é demarcada pelo Rio Sever.

A Vila de Marvão destaca-se de modo singular das demais povoações do território. Encontra-se implantada a uma cota que oscila entre os 800 e 860 metros, numa plataforma totalmente emoldurada pelas muralhas do Castelo Medieval em posição dominante sobre a linha da raia fronteiriça, controlando no passado, a passagem do rio Sever, afluente do rio Tejo. Esse fato garantiu-lhe a atenção de diversos monarcas, expressa em diversas campanhas de remodelação, que deram ao monumento o seu aspecto actual.

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Mapa_ParqueA singularidade do sítio, desabrigado, ermo, sem terra para amanhar, explica que o seu povoamento fosse necessariamente forçado. A vila nasceu e cresceu à sombra do Castelo Medieval, começando por albergar os cavaleiros e seus servos, os soldados, os canteiros, os artífices e todos aqueles que voluntária ou involuntariamente, no decorrer dos tempos, ajudaram a defender ou procuraram abrigo dentro da cerca medieval.

O crescimento urbano acompanhou o crescimento demográfico que teve a sua expressão máxima no século XVI. A ocupação construída começou por envolver o arruamento principal à data, o qual unia, a meia encosta, de modo mais suave e curto, a distância entre a porta principal (Portas da Vila) e o Castelo. É neste percurso que aparecem, simultaneamente, algumas das construções mais eruditas, mais arcaicas e de maior porte. Subindo a Rua das Potas da Vila, abre-se o Largo do Pelourinho, a enquadrar o edifício dos antigos Paços de Concelho (séc. XVI) - com a Cadeia no primeiro piso e o Tribunal nas traseiras - ladeado pela Torre do Relógio e por uma torrinha sineira adossada à fachada poente.

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A outra rua importante chama-se de Cima e começa nas Portas de Rodão, para desembocar também no referido largo e tomar o percurso do Castelo. Uma centena de metros mais acima surge a Casa do Governador militar da praça, com belas sacadas em ferro forjado do séc. XVII, paredes meias com antigas instalações de um Seminário e com a Igreja do Espírito Santo. No Largo que se abre defronte, a setecentista Fonte do Concelho. Continuando a subir, falta-nos a Rua do Castelo para chegar ao dito, ladeado por alguns edifícios de três pisos que atestam a topografia pronunciada do sítio.

São inúmeros os edifícios que se destacam pela sua beleza formal ou pelo porte, fossem de habitação ou de função, mas é sobretudo notável a unidade e coerência do tecido construído no seu todo. Casario, ruas, e ruelas, largos, terreiros, quintais acanhados, muros altos envolvendo os poucos logradouros existentes, constituem um bloco, dando a sensação que se construiu na massa compacta do afloramento rochoso, endentando os edifícios.

O conjunto das construções civis e religiosas segue sempre os mesmos princípios construtivos, conforme convinha ao sítio e às circunstâncias: as paredes, em alvenaria de pedra agarrada com cal; os pavimentos, em sobrado ou elementos cerâmicos quando térreos; os telhados, executados com telha mourisca assente em estrutura de madeira (geralmente castanho); rebocos, executados com argamassa de cal, cal que serviu igualmente para os pintar de branco.

 

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As construções têm um, dois ou três pisos, determinados pela função que exerciam, pela exiguidade de terreno ou perante a necessidade de se adaptar à topografia do local. Uma das dificuldades maiores que se deparou aos construtores, foi a extrema dureza do solo, (quartzitos na generalidade do terreno).

O abandono provocado pelo êxodo das populações a partir de um longo período de guerra que começou em 1640, permitiu que a vila chegasse aos nossos dias quase incólume na sua expressão antiga, irrepreensivelmente rodeada pelas muralhas da fortaleza, sem requebros nem excrescências do seu tecido urbano para extramuros.

logo_Sao_MamedeO Parque Natural da Serra de São Mamede, no qual se insere o Marvão, inclui o essencial da serra do mesmo nome, o mais importante dos relevos alentejanos. Trata-se de um espaço que, desde logo, nos surpreende pela diversidade paisagística bem expressa na variedade da sua geologia e do elenco florístico presente. É uma área protegida portuguesa, situada na região fronteiriça do nordeste Alentejano. Ocupa uma área aproximada de 55.524 hectares. 

A zona sul do parque apresenta um relevo suave e ondulado, com uma altitude que varia entre 300 e 400 m. O Patamar de Portalegre, que se situa a uma altitude de 400 a 500 m, forma uma espécie de degrau que sobressai da zona sul do parque. Constitui uma zona de transição entre a paisagem tradicional alentejana e a serra.

A serra propriamente dita, que se situa na sua maioria a norte e centro da área do parque, com altitudes superiores a 800 m, é uma zona marcada paisagisticamente pelo atravessamento de cristas quartzíticas e por relevos proeminentes.

A criação do Parque Natural marca, em consonância com o seu património natural e paisagístico, o início de um processo de restauro dos sistemas agrícolas tradicionais da serra, em degradação desde finais do século XIX pelas campanhas cerealíferas.

Marvao8À diversidade vegetal acrescenta-se a presença de distintas comunidades de animais com realce para as aves de presa.

Populações paleolíticas, árabes e romanas, gente medieval, todos deixaram marcas ao longo de um território em que a agricultura foi sempre a actividade dominante.

Para conhecer isto e muito mais, junte-se ao BMW Motoclube Portugal e venha passear connosco no fim-de-semana de 16 e 17 de Junho próximos.

 

 

 

 

PROGRAMA
Sábado – 16 Junho
09:00H - Ponto de encontro
09:30H - Passeio da manhã
13:00H – Almoço no Restaurante Olivença
15:00H - Passeio da tarde
18:00H - Chegada á Pousada do Marvão
21:00H - Jantar na Pousada
Domingo - 17 Junho
10:00H - Passeio da manhã
13:00H - Almoço no Restaurante A Bolota

Regresso Livre
BOA VIAGEM!

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Preços

A inscrição inclui:
Almoço e jantar de Sábado, alojamento com pequeno-almoço e almoço de Domingo. Participação nas actividades culturais.


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Inscrição não inclui: portagens, gasolina, e quaisquer outros custos não indicados.
ESTE PROGRAMA PODE SER ALTERADO A QUALQUER MOMENTO E SEM AVISO PRÉVIO