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 18 de Junho

Outrora baluartes indispensáveis na defesa do território, as Fortalezas de Fronteira são sentinelas do tempo que contam histórias. São histórias que vêm de longe e que nos remetem à contemplação e curiosidade dos tempos de outrora, de façanhas heróicas e gloriosas batalhas.

Não perca a experiência, trave conhecimento com as nossas gentes, com a história dos nossos antepassados e admire uma região de rara beleza natural.

 

elvas_castelo

Erguido na zona lindeira, no alto de um monte em posição dominante sobre a povoação e o rio Guadiana, integra um impressionante conjunto defensivo erguido ao longo dos séculos. Na Idade Média, o papel da fortaleza era complementar à invocação expressa no brasão de armas da cidade: Custodi nos domine, ut pupilam oculi (Guardai-nos, Senhor, como à pupila do olho). Atualmente é considerado como um dos melhores exemplos da evolução histórica da arquitectura militar no país.

A prospecção arqueológica evidenciou que a primitiva ocupação humana deste sítio remonta a um castro galo-Celta, aproveitado pelos Romanos que o urbanizaram a partir do século II a.C., tendo em vista aí se encontrarem algumas das estradas que cortavam o sul da península Ibérica. A povoação era então conhecida pelo nome de Helvas. Alguns autores compreendem ser testemunho deste período uma porta no interior do castelo, à qual atribuem características construtivas romanas.

Posteriormente a povoação foi ocupada por Visigodos e, a partir de 714, por Muçulmanos que, denominando-a como Ielbax, levantaram-lhe as primeiras duas cinturas de muralhas, das quais subsistem vestígios até aos nossos dias.

Os conflitos pela posse dessa fronteira atravessaram os reinados de:

  • D. Dinis (1279-1325), que deu Carta de Foral à Vila (1231) e lhe ampliou as defesas;
  • D. Fernando (1367-1383), que a dotou de uma terceira cintura de muralhas, reforçada por torres;
  • D. João II (1481-1495), que determinou a reconstrução da Torre de Menagem (1488) e outros reparos, conforme a pedra de armas deste soberano sobre o portão de entrada; e
  • D. Manuel I (1495-1521), que elevou a vila à categoria de cidade (1513).

fortaleza_jeromenha_-_entrada fortaleza_juromenha_-_igreja_1743

 

As primeiras referências ao sítio da Juromenha datam da segunda metade do século IX. Durante mais de duzentos anos este local foi considerado a praça-forte de defesa da zona de Badajoz, pertencendo desde o século X ao Califado de Córdova. Em 1167 D. Afonso Henriques conquistou a fortaleza, mas esta voltaria ao domínio do Califa Almasor em 1191. Este espaço de defesa do Guadiana só seria definitivamente reconquistado pela Coroa portuguesa em 1242.

Apesar de ter sido objecto de uma total reconstrução em 1312 por ordem de D. Dinis, a fortaleza foi entrando em progressiva decadência a partir do século XVI, só sendo revitalizada no período pós-Restauração, devido à sua importância estratégica.

castelo_ouguelaDescubra, também, qual foi certamente uma povoação Romana, dominada por Mouros durante meio milénio e reconquistada por cavaleiros cristãos da família Pérez de Badajoz em 1219, que posteriormente ofereceram a aldeia, pertencente ao concelho de Badajoz, à Igreja de Santa Maria do Castelo.

Em 31 de Maio de 1255, D. Afonso X de Leão e Castela, elevou-a a Vila.O Senhor da Vila, o Bispo D. Frei Pedro Pérez concedeu, em 1260, o primeiro foral aos seus moradores assim como o seguinte brasão de armas: N. Sr.ª com um cordeiro, e a legenda "Sigillum Capituli Pacensis".

Em 31 de Maio de 1297, através do Tratado de Alcanizes assinado em Castela por D. Fernando IV, rei de Leão e Castela e D. Dinis, passa a fazer parte de Portugal, juntamente com Olivença e Ouguela.

Assim é se partir à descoberta do conjunto de fortalezas que simbolizam as nossas mais profundas e remotas raízes, que nos ajudam a compreender a cultura e vivência dos nossos antepassados. Tem muito por onde escolher. Na sua maioria são classificados como monumentos nacionais, remontando aos séculos XI, XII e XIII e estando profundamente ligados à vocação militar de defesa e consolidação do território nacional.

 

PROGRAMA
Sábado – 18 Junho
09:00H – Ponto de Encontro
09:30H – Passeio
13:00H – Almoço em Vila Fernando, Taberna do Adro
15:00H – Passeio

Regresso Livre
BOA VIAGEM!

» » » » » LIMITE DE 50 INSCRIÇÕES (pessoas) « « « « «

 preco_fortalezafronteira

A inscrição inclui:
Almoço de sábado.

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Inscrição não inclui:
portagens, gasolina, e quaisquer outros custos não indicados.
ESTE PROGRAMA PODE SER ALTERADO A QUALQUER MOMENTO E SEM AVISO PRÉVIO